Era de madrugada. Muito tarde para sua porta abrir sorrateira e um expectro negro adentrar em puro silêncio. Mais tarde ainda para a aresta de seu colchão afundar alguns centímetros e sua espuma perder tamanho a cada avanço de um corpo. A coberta ganhando volume do outro lado. O outro lado aproximando-se de si, sem sons, sem cores.
Eles não tinham cores; eram apenas pretos no escuro, na luz... mas ela possuia um tom a mais. Um tom de azul.
O calor encostou sobre sua pele não muito mais seca e repuxada nas costelas, e seu coração ganhou um esquecido apaziguamento. No entanto, ainda lhe era estranho aquele cheiro, aqueles cabelos e aquele leve respirar perto de seu braço, mas não hesitou ao acolher o expectro ainda mais perto de si quando esticou o braço.
Ela aceitou a proximação - e era de madrugada.
- Durma, Noah. - Sussurrou mais para si do que para seu expectro noturno.
Era só uma questão de tempo para se acostumar. Para perdoar.
25/06/2008
Muito tarde
Datilografado por
Noah Black
às
18:57
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1 Cereja(s):
ela está voltando???
*ansiosa*
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