Mostrando postagens com marcador Estudo de Personagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estudo de Personagem. Mostrar todas as postagens

16 de mar. de 2008

Mudança

Sábado. 15 de março de 2008. Vinte e duas horas e alguns minutos irrelevantes. Cadeira da frente do computador. Luta árdua com a insistência da internet de não ficar conectada por um longo tempo. Página da web na tela: fanfiction.net. Fic? Sirius e Remus.

Para muitas pessoas, tudo isso é normal. Para grande parte do fandon de Harry Potter, Sirius e Remus é o casal mais plausível que há (mesmo em comparação aos que se formaram durante os livros). Mas para mim, não é normal.
Quando tudo começou, eu gostava do Sirius com mulheres, agarrando-as, possuindo-as, satisfazendo-se com os corpos dela. No entanto, meio que da noite para o dia, o nosso (amado) senhor Black perdeu o brilho de ser hétero e não combinou com nenhuma Dorcas Meadowes ou Marlene McKinnon. Ele apenas combinava e encaixava-se com um Remus Lupin.
E é tão bonito imaginá-los juntos, sorrindo um para o outro, cúmplices de uma amizade tão fraterna que se transformou em amor.
Sirius faz Remus brilhar - como o inverso também é verdadeiro. Eles são recíprocos.

E o mesmo tem acontecido com Harry e Draco.

28 de fev. de 2008

Eu Guardo

Hoje tu me disseste que a gente já perdeu o senso comum de sociedade. Explicaste-me que já não sabemos mais pensar em grupo e que não somos mais capazes de entender que os princípios e uma causa maior podem superar a individualidade, uma pessoa. Exemplificaste que houve alguém que se juntou ao homem que arquitetou e caçou a esposa, mas, em benefício de um grupo que acreditava nele, o fez em justa causa.
Disseste-me muitas coisas - e não me importo se não sabes que guardei tudo. No entanto, eu pergunto-te: e tu, estás agindo em prol de um benefício particular ou por que a intimidade já está entrelaçada e não há como escapar do carisma?

27 de fev. de 2008

Impossibilidade

O ser humano sempre foi o exemplo não-fictício de que há ambiguidade. Mesmo ao negar, ele sempre tenderá para o lado do mal, pois o ego é algo que facilmente se fragiliza.
O mal - não dito como algo perverso ou imprudente, apenas como uma ação para o benefício próprio - é a principal arma para não desestruturar este ponto tão abstrato e presente em vida, pois ele alimenta o individualismo egocêntrico. No entanto, a mentalidade é completamente diferente da natureza. Muitos acreditam que tal inclinação é condenável, uma vez que todos pregam o altruísmo como principal salvação mundial - tanto social quanto espiritual.
A divergência de pólos nesse conceito acontece porque há duas posições confrontando-se: o lado social, de viver-se em comunidade e, por isso, não se deve ser egoísta, e o primórdio dos tempos como ancestrais do ser humano de hoje, que mais valia a sua própria sobrevivência que a do outro. Mas a questão é mais sutil.
O mal impõe-se sobre todos em pequenas atitudes, pequenos detalhes quase irrelevantes que fazem a diferença. Um sorriso mais largo, uma piada mais extensa ou um comentário até então inexistete pode ser o indício de um interesse interno e totalmente individual. E ao notar-se, não há como saber se é de pura naturalidade ou uma forma de conquista - uma tática de guerrilha.
Pode ser que as impressões falhem, e que nada seja fruto da mais pura e fértil imaginação. Porém, se não for, será a descoberta de que nenhum caráter humano é correto em 80% - e, então, haverá decepção.

21 de fev. de 2008

Medo e Respeito.

Adentrou ao recinto sem passos curtos, silenciosos e retos. Não desviou o olhar para nenhum chamado e não se deixou barrar por nenhum ser. Depositou o livro aspiral de poucas páginas sobre uma carteira vaga e, então, a caixa de giz.
Olhou para todos e fêz-se silêncio.
Desejou bom dia, pediu para que abrissem numa determinada página e, assim, por mais de noventa minutos, só houve uma voz ecoando-se pelo local. O semblante inexpressivo, ínfimo sarcasmo, voz sempre ao mesmo tom, com poucas variações sonoras. E, claro, o silêncio dos demais.
Eis a descrição do medo e do respeito, fundindo-se e misturando-se. Confundindo.

_______________________
Texto de uma Aula de História (e que ninguém descubra!)

11 de fev. de 2008

Isento de Intenções

Hoje, na primeira aula do dia, eu nem tinha pretensões quanto ao assunto; fui ao colégio livre de qualquer pensamento. Porém, as conjunturas não permitiram que as melhores de minhas intenções fossem ratificadas.
Oras, mas o que estou mesmo dizendo? Sou um alguém mais que permeado num mundo que não me pertence - e não faço questão de sair deste. Não posso simplesmente me dar ao luxo de ausentar minha mente disso.
(Então, talvez até tivesse certas intenções ocultas quando dispertei os olhos de uma madrugada pessimamente dormida).
Ao abrir na primeira página da apostilada que o professor pediu, eis que lá está a síntese de um galanteador sem nada, escrita por Manuel Bandeira em um poema que nem tinha essa intenção.


Então me levantei,

Bebi o café que eu mesmo preparei
Depois me deitei novamente, acendi um cigarro e fiquei pensando...
Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei.

Ah!, senhor Black, o primeiro de uma geração distorcida.
________________________
Obs:
1. Agora sou alguém sério. Vou à escola, aprendo, chego em casa, durmo e estudo.
2. Estou tendo sérias dores de cabeça para saber como assistirei Prince of Tennis todos os dias.
3. Química ainda é tão repugnante quanto eu me lembrava (isso de mim para ela, óbvio).
4. Enganaram-me! Não há professores de filosofia no corpo dicente e o colégio está atrasado (na minha opinião).
5. Acordar às 21 horas e ter que dormir antes das 2 é algo humanamente impossível.
6. "Poema Só Para Jaime Ovalle", Manuel Bandeira

28 de jan. de 2008

Revelação

Ok! Eu me rendo! Meu nome não é Noah Black, não sou uma escritora bem-sucedida, não possuo a maior nota de redação da turma, meu professor diz gostar do que escrevo, mas teima em não me beneficiar por causa disso. A minha tara por livros é compulsória e totalmente inexplicada - uma vez que, ao vasculhar meu passado, não encontro o ponto de partida para tal ato. Minha preguiça em lê-los supera a minha vontade de. Meus princípios e ideais são tão fracassados quanto as minhas notas em química e minha abominação por ignorancia não supera meu desgosto para com exatas. (E isso é incrível).
Chamo-me Bruna, uma sonhadora realista que deseja ir para Curituba a fim de estudar na federal do Paraná. Ama literatura, mas sonha há dois anos com o curso de filosofia. Sabe que esse rumo não é certo e tão menos lucrativo, e várias vezes já pensou em abandonar o lado humanista para o biológico. Afinal, educação física deve ser o máximo. Mas, em outros raros momentos, já se imaginou sendo uma empresária de grande sucesso, uma atriz de fama internacional ou uma escritora impecável.
Tudo sonho.
Eu, Bruna, idolatro meu pai, adoro (de venerar) minha mãe e não compreendo meu irmão. Prezo a união da minha família inteira e bem sei que isso se extinguirá em um futuro próximo. Sei que a época de fazer do meu irmão alguém mais próximo já escapou pelo tempo; hoje, ele é apenas um estranho um pouco menos desconhecido.
Minha mãe é a base que eu não consigo me imaginar sem. Sei que ela é a única pessoa que realmente me conhece e eu não preciso fazer pose perto dela. Não sei se é resultado do entrelaçamento do cordão umbilical que me ligava a ela antes de eu ter uma forma humana passível de ser tocada, mas ela sabe todas as minhas falhas como pessoa. E isso é muito bom.
Meu pai é o meu herói. Invejo-o ao mesmo tempo que o idolatro. Ele acredita que sou alguém sem grandes defeitos, mas minha mãe bem sabe que meus defeitos são os piores. Sei que ele tem uma falsa imagem da caçulinha dele, e tento consertar isso. No entanto, não sei se estou pronta para destruir essa ilusão paterna para que ele possa descobrir que possui um demônio passivo em casa.
Essa sou eu. Eu disse que não era a Noah. A Noah é alguém que, toda vez que fecha os olhos para dormir, imagina cenas e mais cenas e, então, desiste de dormir. Levanta rapidamente e corre para furtar, por breves minutos, o caderninho cor-de-rosa da Bruna.
A Noah é a verdadeira culpada do caderninho estar acabando.
Ela é esperta e inteligente, tem milhares de idéias para fic de Harry Potter e os demais. Ela sim merece algum tipo de reconhecimento. Não eu, a Bruna. Porque eu, Bruna, não sou uma pessoa muito boa. Não, não sou. Já idealizei um enredo para uma história narrada em primeira pessoa em que o narrador-personagem conta de como enlouqueceu por pura inveja.
Não o escrevi. Achei auto-biográfico demais.
Entretanto, já escrevi A Menina que Queria Voar. Não é muito bom, mas o enredo é interessante. Uma menina que foi posta em um sanatório devido à (vã) tentativa de pular da sacada de seu quarto. Lá dentro, ela mostra sua lucidez de forma insana - ou seria o contrário? -, e conta os seus sonhos, medos e receios. O Final é o que eu esperava, mas achei meloso demais. Quem sabe, algum dia, possa torná-lo um livro.

A Menina que Queria Voar
por Bruna Vollet.
Com direito a pronúncia correta do sobrenome francês: Vollê.
Bem, ninguém nunca me disse que eu não poderia sonhar alto o bastante. As quedas dos sonhos são as mais doloridas, mas também são as mais prazerosas porque não há nenhuma lei física agindo sobre elas.
Droga, acabei de pôr em palavras que não sou a Noah...

10 de nov. de 2007

Artur é uma besta!

3º livro da saga Brumas de Avalon e, após sentir-me apaixonada pelo bondoso rei - louro, ombros largos, pele queimada pelo Sol e o corpo todo bonitinho devido às constantes batalhas -, hoje sinto aversão.
O homem justo e amante que era visulizado no começo da saga transformou-se em um ser maleável e totalmente vulnerável às vontades mesquinhas de sua rainha. Esqueceu-se dos juramentos que fez à Senhora do Lago e de sua origem, renegando a bandeira do próprio pai, Uther de Pendragon. Deu ouvidos àquelazinha que é a sua esposa, Gwenhwyfar, e quebrou os juramentos, mas ainda levou consigo a Espada das Insígnias, Excalibur.
Que exemplo de rei pôde ele ser quando renegou as antigas crenças, àquelas que o fizeram nascer?! Deu a irmã a um homem velho e deixou que Gwenhwyfar se tivesse com Lancelote, seu melhor amigo e primo, sabendo que ela o amava e que o sentimento era mútuo. Mas essas não foram suas maiores falhas. A maior de todas foi aquela em que desaliou-se com Avalon; pois todos, mesmo contra, lutavam sob a bandeira do Pendragon, mas, depois que asteou a da Virgem, borda em azul, os povos antigos ficara contra ele - e tudo por causa de Gwenhwyfar!!! Uma mulher sem escrúpulos ou temores, que viveu com medo do vento e de Deus, que tirou todo o caráter do próprio marido, alegando que o amava. Que tipo de amor pode ser esse quando este tirou a vitalidade de Artur?!
Artur confessou-se por um pecado que não cometera, por algo que não tinha ciência. Fez o que sua rainha pediu, ficou infeliz, pálido e cabisbaixo por vários dias e ela, mesmo sentindo as dores por vê-lo assim, o permitiu.
Artur é uma besta!

27 de out. de 2007

Estudo da Personagem




Noah Black

Sentada na cama, ouvi meu pai dizer-me sobre a suavidade do Francês. Na hora, eu não sabia o que aquela conversa encadearia, mas já tinha pequena noção do que iria fazer.
Ao dizer-me algumas cores da língua, encantei pelo "preto". NOIR. Dentro de minha cabeça, pronunciei aquela palavra, sentindo como se fizesse um mantra que me acalmou por alguns dias.

Dias depois, comecei a ler algumas fics entre Hermione e Sirius e, simplesmente, odiei cada motivo do medo dos dois. Idade, aceitação... Será que ninguém conseguia ver que o problema dela estar com Sirius era muito maior?! Harry não ligaria para idade ou preconceito, mas para o fato dela estar roubando a única família que lhe restou da inicial; ou seja, seu padrinho, o cara que seus pais escolheram como protetor. Foi com este sentimento de aversão que Noah surgiu em mim.

Uma criança que sentia pelo primo amor incondicional e contava com ele para tudo.

Na primeira parte - quando não tinha idéia do que aconteceria -, Noah é apresentada como um ser incorrompido e brincalhão, que diverte Sirius com apenas um chocoalhar de cabelos molhados em cima dele.

Ah, como eu a adorei naquele instante. Coloquei o meu sentimento dentro dela, a minha personificação de personagem... dei a ela toda a moldura para alguém que dependia de Sirius e que não suportava o fato deste ser um galante.

Mas o nome dela revela muito mais que apenas uma cor; revela o que ela era para Sirius. A versão feminina de noir é uma palavra linda, sonora, suave e, ainda, negra. A menininha era assim aos olhos acinzentados do primogênito dos Black: a suavidade da vida e, ao mesmo tempo, o lado negro que os Black tinham dentro de si como essência. Um exemplo deste lado dark é o ciúmes doentio dela para com Sirius. Porém, Noah é mais; é o mantra que ele pronunciou por algumas noites dentro de sua cabeça na esperança de saber o que se passava com ela. Mantra sim, porque a última sílabada (o "ah") parece não ter fim - como ele acreditou que o brilho dos olhos puros dela seriam. Mas o verdadeiro mantra está preso ao fato de ele esquecer do mundo junto com ela.

Criar Noah foi a libertação de algo preso dentro de mim; aquela ânsia de concretizar uma vontade. E, melhor que criar, é ver como ela encantou o público. Talvez a última parte da Saga Noah não agrade, mas foi válido.

Ah como eu sinto da saudade da minha outra menininha...