29 de fev. de 2008

Antitéticas Levezas

Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve.


A gente costumava a dizer que crianças não sabem sobre o mundo. A gente sempre acreditou que o céu era um lençol azul manchado de branco que impedia que o ar fosse embora e que os postes e prédios o sustentavam.
A gente costumava a achar que o pirulito da esquina era do dono da venda; que a bala que você mordia um pedaço e estendia o outro já sabendo que eu recusaria por nojo era a única que a gente gostava. Como a gente era bobo. Chegamos até mesmo a pensar que o Sol era algo menor que a bolinha de gude que você tanto tentou ensinar-me a jogar - e acreditamos que a nossa cidade era a única no mundo inteiro.


E a cascata aérea
de sua garganta,
mais leve.


Costumávamos a assistir à tv sem entender o motivo das imagens cinzas (para quê mesmo? A gente não estava lá e aquilo em nada afetava a nossa vidinha pueril!). Dizíamos um para o outro que seríamos amigos para sempre - e você costumava a cuspir na palma da mão na esperança de que fizesse o mesmo. Mas eu sempre disse que tinha nojo da sua saliva.
E tenho. Continuo a ter.
A gente era tão pequeno e inocente que, quando descobrímos que um beijo na boca é mais que um colar de lábios, juramos nunca fazer isso. Ah! Mas a gente já jurou tanta coisa...
prometemos jamais correr um do outro, jamais pisar na grama do vizinho, nunca tomar o sorvete de morango (porque você não gostava!), não brigar, não nos distanciar, não fazer um furo na orelha. Tanta coisa que cumprimos anos a fio.

E o que lembra, ouvindo-se
deslizar seu canto,
mais leve.

Porém, as coisas nunca foram como a gente imaginava. O Sol é muito maior que a Terra e nem é concisa e indestrutível como a bolinha de gude. O pirulito da esquina não era do dono da venda, e sim de uma impresa muito maior que esta. O céu não é um lençol e tão menos azul; ele é apenas o infinto inalcançado que tem a cor azulada por causa da atmosfera e dos raios vindos do sol. O postes e prédio são o nada perto do universo e nossa cidade era a menor que havia.
A bala que você comprova e que eu nunca aceitei um dia seria aceita e a gente poderia repartir o gosto dela - e assim, quebrar um de nossos juramentos e o aperto de mão seria a
metáfora para a nossa escolha para selar nossos acordos.
Você cresceu e eu também. Você furou a orelha e eu também. Você pisou na grama do vizinho todas as manhãs quando volta para casa depois das noites fora. Eu pisei na grama para ajudá-lo a chegar em casa. Você tomou o sorvete porque ela quis - e eu não o tomei porque ela quis. E aí a gente brigou.

E o desejo rápido
desse mais antigo instante,

mais leve.


Você distanciou-se e eu tive de ir mais longe. E aí a gente brigou. Você pediu que ficasse e eu pedi para que não partisse. E aí a gente selou. Você precisou ir à
mando de seu pai e eu tive de ficar, por causa de você. E aí a gente chorou. Quando você voltou, havia crescido mais um pouco e já não tinha mais o furo na orelha. Eu, por outro lado, estava mais magra, mais feliz e com ele no colo.
Foi exatamente aí que você quebrou o único juramento que eu acreditei ser perpétuo: você correu de mim.
Eu tenho e continuo a ter.


E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.
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Poema: Cecília Meireles
Texto: Bruna Vollet

28 de fev. de 2008

Eu Guardo

Hoje tu me disseste que a gente já perdeu o senso comum de sociedade. Explicaste-me que já não sabemos mais pensar em grupo e que não somos mais capazes de entender que os princípios e uma causa maior podem superar a individualidade, uma pessoa. Exemplificaste que houve alguém que se juntou ao homem que arquitetou e caçou a esposa, mas, em benefício de um grupo que acreditava nele, o fez em justa causa.
Disseste-me muitas coisas - e não me importo se não sabes que guardei tudo. No entanto, eu pergunto-te: e tu, estás agindo em prol de um benefício particular ou por que a intimidade já está entrelaçada e não há como escapar do carisma?

27 de fev. de 2008

Impossibilidade

O ser humano sempre foi o exemplo não-fictício de que há ambiguidade. Mesmo ao negar, ele sempre tenderá para o lado do mal, pois o ego é algo que facilmente se fragiliza.
O mal - não dito como algo perverso ou imprudente, apenas como uma ação para o benefício próprio - é a principal arma para não desestruturar este ponto tão abstrato e presente em vida, pois ele alimenta o individualismo egocêntrico. No entanto, a mentalidade é completamente diferente da natureza. Muitos acreditam que tal inclinação é condenável, uma vez que todos pregam o altruísmo como principal salvação mundial - tanto social quanto espiritual.
A divergência de pólos nesse conceito acontece porque há duas posições confrontando-se: o lado social, de viver-se em comunidade e, por isso, não se deve ser egoísta, e o primórdio dos tempos como ancestrais do ser humano de hoje, que mais valia a sua própria sobrevivência que a do outro. Mas a questão é mais sutil.
O mal impõe-se sobre todos em pequenas atitudes, pequenos detalhes quase irrelevantes que fazem a diferença. Um sorriso mais largo, uma piada mais extensa ou um comentário até então inexistete pode ser o indício de um interesse interno e totalmente individual. E ao notar-se, não há como saber se é de pura naturalidade ou uma forma de conquista - uma tática de guerrilha.
Pode ser que as impressões falhem, e que nada seja fruto da mais pura e fértil imaginação. Porém, se não for, será a descoberta de que nenhum caráter humano é correto em 80% - e, então, haverá decepção.

25 de fev. de 2008

Segundos que Não Voltam

Eu deveria estar estudando, mas não consigo. Deveria estar lendo, mas não posso. Deveria até estar dormindo, no entanto, o medo de perder o horário não me permite.
Deveria estar fazendo outras coisas, e não estar à frente do computador com três calhamaços de folhas grampeadas tituladas de Estrutura Curricular. Ah!, Deus... por mais que dúvidas sejam a base do conhecimento e os obstáculos para ratificar a perseverança, por que tenho-as as mim?! Tudo estava certo, não estava? Eu tinha total controle sobre as minhas decisões, tinha os motivos presos à cabeça... Tinha o discurso impecável para qualquer pergunta a qualquer hora do dia. Por que então tudo dissipou-se?!
Foi porque não rezei todas as noites? Neguei-me ao trabalho e pratiquei a minha indolência? Preferi ao prazer mundano à salvação de minha alma? Ou será que é apenas porque poli lustrosamente a falsa idéia de que tinha o controle?
Tenho medo de ir à Pasárgada - lá, o Rei pode querer caçar-me e condenar-me à forca por ter mentido.

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Só para constar: O giz vermelho quebrou.

24 de fev. de 2008

Bel-prazer de um Ser

As vozes ao redor diziam sinônimos quanto as representações coloridas em papel de ser um novinho em folha. Era bonito e dava vontade de apertar todas as suas dobrinhas, mas qual seria a sua importância diante daquele pedaço de dez centímetros à sua frente, tão vibrante e voluptuoso?
Sim, ele estava ali, brilhante diante dos demais sem cores vibrantes. Ele, por si só, pulsava ali dentro, e instigava o olhar, até então, despretensioso. Era só esperar o momento certo e poderia tê-lo. Era só aguardar pela despreocupação do dono e aquele objeto seria seu. Somente seu!
O professor não abaixava a guarda; estava muito próximo ainda. Teria de ansiar pela deixa só mais um pouquinho... Observava os outros conversando, animados, em respeitos à assuntos que já lhe fugia do interesse. Não gostava de papos furados sempre, só para distração momentânea - e a última coisa que queria era estar distraía. Tinha de estar atenta a qualquer movimentação, qualquer sinal de desproteção.
Atenção em demasia.
Os olhos corriam rápidos da caixinha de madeira para o outros - e destes para aqueles. Ó, grande momento, chegue logo, caramba!!!
Foi num instante, entre uma brincadeira com uma pessoa a um metrô de distância e um comentário que soou engraçado que teve a oportunidade. Ah!, ele ainda brilhava para seus olhos, como se também esperasse por aquele momento. Esticou os dedos a agarrou-o, escondendo-o levemente, sem o pressionar, debaixo de sua mão. Andou até a sala, colocou-o debaixo da carteira, correu até o banheiro, pegou uma toalha de papel de mão, dobrou-a perfeitamente (não suportaria tê-lo embrulhado em um papel amassado!), voltou para sala e, então, apreciou calmamente enquanto ainda havia alguns minutos.
O seu desejado giz vermelho tinha ficado desprotegido para ela. Tão lindo, vermelho, vistoso.
Enrolou-o com zelo, sorridente, e guardo-o dentro do estojo. Aquele era o furto mais delicioso.

22 de fev. de 2008

Estive pensando...


Hoje, mencionaram qualquer bobagem obre A Bela e A Fera durante a aula. Era algo relacionado a seres personificados como a simpática xicrinha da fábula. Bem, é exatamente aí que eu me perdi do raciocínio da aula em si.
Ao levar-se em consideração que todos os subordinados do príncipe sem coração foram transformados em objetos domésticos, isso necessariamente implica em que a realeza não tinha absolutamente nada quanto a tais coisas em seu grande castelo?
Não sei por quê, mas a cena das vassouras dançando e limpando o salão me vêm a cabeça.

21 de fev. de 2008

Medo e Respeito.

Adentrou ao recinto sem passos curtos, silenciosos e retos. Não desviou o olhar para nenhum chamado e não se deixou barrar por nenhum ser. Depositou o livro aspiral de poucas páginas sobre uma carteira vaga e, então, a caixa de giz.
Olhou para todos e fêz-se silêncio.
Desejou bom dia, pediu para que abrissem numa determinada página e, assim, por mais de noventa minutos, só houve uma voz ecoando-se pelo local. O semblante inexpressivo, ínfimo sarcasmo, voz sempre ao mesmo tom, com poucas variações sonoras. E, claro, o silêncio dos demais.
Eis a descrição do medo e do respeito, fundindo-se e misturando-se. Confundindo.

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Texto de uma Aula de História (e que ninguém descubra!)

20 de fev. de 2008

Roma

Na minha opinião, Rômulo amou de tal forma Remo que não suportou a idéia de ter de dividi-lo com uma sociedade. Preferiu as lembranças solitárias de ambos numa infância afastada de toda Roma e matou-o.

18 de fev. de 2008

Partida de Tênis.


E foi assim que o tempo parou.
Uma interjeição propagou-se, mas não de dor;
não algo que expremisse o quão sua mão fora danificada
- ou seus ervos rompidos.
Apenas um urro
- de negação.
Minutos longos que a obrigaram pensar.
"Como está???"
"Tão impotente".
Todo o seu esforço resumia-se a mancha escarlate que crescia.
- Um sonho posto em cacos.
Seu tempo intenso na palma de sua mão.
"Então é assim que termina?"
Repetia-se em si que não.

15 de fev. de 2008

Obesessivo


Opaco.
Não era para ser assim.
Suas maçãs deveriam ser macias
- e maciças -
Instigando a lascívia de olhares.
Só os meus.
Continue assim.



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Poeminha feito durante a aula de Redação. A professora gostou (não que isso deva ser constado aqui).

12 de fev. de 2008

Só para constar

Perguntaram-me hoje se eu não temia que alguém roubasse (de uma forma muito chucra de se dizer) as idéias que aqui escrevo em relação ao fandom de Harry Potter. Oras, que perguntinha mais impertinente! Claro que temo - mas ainda preservo dentro de mim um quê humanista, crente em seus ideais para com o ser humano.
A minha resposta, não de imediato como gostaria, foi posta em palavras de uma forma que talvez, creio eu, não tenha agradado quem me perguntou.
A questão é que todo ficwriter, desejoso por sua própria versão de fatos ou personalidades, não acata a imaginação dos demais porque ele dispõe da sua própria. E que graça teria um enredo que não nasce de seu ímpeto?! Não é a mesma satisfação, o mesmo prazer. O sorriso que brota no final não tem o mesmo brilho daquele que esperou por um processo longo de cenas e caráters construídos para aparecer.
Claro que há aqueles que são adeptos à lei do mínimo esforço. Mas em quê, retruco eu, isso satisfaz? Por mais que sejam as suas palavras, não é a sua cabeça ali.
Por isso, respondo, sucinta: temo sim, mas acredito que outros também temem. Enquanto prevaler que a recíproca é verdadeira, nenhum ficwriter precisará de idéias alheias. Provar a capacidade é mais nobre que desenvolver uma idéia.

11 de fev. de 2008

Isento de Intenções

Hoje, na primeira aula do dia, eu nem tinha pretensões quanto ao assunto; fui ao colégio livre de qualquer pensamento. Porém, as conjunturas não permitiram que as melhores de minhas intenções fossem ratificadas.
Oras, mas o que estou mesmo dizendo? Sou um alguém mais que permeado num mundo que não me pertence - e não faço questão de sair deste. Não posso simplesmente me dar ao luxo de ausentar minha mente disso.
(Então, talvez até tivesse certas intenções ocultas quando dispertei os olhos de uma madrugada pessimamente dormida).
Ao abrir na primeira página da apostilada que o professor pediu, eis que lá está a síntese de um galanteador sem nada, escrita por Manuel Bandeira em um poema que nem tinha essa intenção.


Então me levantei,

Bebi o café que eu mesmo preparei
Depois me deitei novamente, acendi um cigarro e fiquei pensando...
Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei.

Ah!, senhor Black, o primeiro de uma geração distorcida.
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Obs:
1. Agora sou alguém sério. Vou à escola, aprendo, chego em casa, durmo e estudo.
2. Estou tendo sérias dores de cabeça para saber como assistirei Prince of Tennis todos os dias.
3. Química ainda é tão repugnante quanto eu me lembrava (isso de mim para ela, óbvio).
4. Enganaram-me! Não há professores de filosofia no corpo dicente e o colégio está atrasado (na minha opinião).
5. Acordar às 21 horas e ter que dormir antes das 2 é algo humanamente impossível.
6. "Poema Só Para Jaime Ovalle", Manuel Bandeira

10 de fev. de 2008

His Little Baby


O Sol entrava pelas frestas do portão e clareva todo o local. Para ver-se não havia muito, mas os grupos formados em volta das várias mesas tratavam de encher o local de sons - murmúrios irritantes. Mas alguém, ali no fundo - um ínfimo ser -, chamava atenção.
Uma pequenina criatura que, graças aos tantos colos disponíveis, encarava a todos nos olhos sem especuliações. Os olhinhos miúdos vasculhavam qualquer detalhe, e suas conclusões eram mantidas para si. A pele clara como da alva iluminadora da manhã em contraste co tantas ai já escravas do Sol.
A única pureza em meios das almas então moldadas pelo mundo. Almas femininas com histórias parecidas, mas com pontos de vistas que diversificavam em vários aspectos. Cada qual tentando contar sua história afim de convencer os demais que a sua era diferente.
Um verdadeiro afosuê de fofocas.
A pequena divertia-se entre colares e flores até o portão se abrir.
O único ser masculino no recinto apareceu. Todas as mulheres, indigadas, trataram de levá-lo direto para dentro da casa, mas ela, coitada, já havia sentindo.
No colo da loura, a pequena começou a procurar a voz do jovem cabeludo. Para onde olhava, ele não estava e, assim, o desespero apossou-se de si.
O choro entrava pelos ouvidos dos presentes, porém, ninguém incomodou-se. Um choro agoniante e sincero, carente da presença masculina que queria ver.
O jovem cabeludo veio em sua direção, com um largo sorriso, e a miúda jogou-se em seu colo.
A única forma de verdadeiro amor é vista; de filha para pai, mutuamente.

8 de fev. de 2008

Mudança

Uma coisa é certa: chegou o tempo de mudar.
Não que já não tenha feito alguma mudança. Mas é que mudei - e muito. Seja em comportamento, pensamento ou em crenças. Eu mudei, sei que mudei. E sabe por quê?! Porque agora é hora de mudar.
Mudar as tendências, as músicas, as repetições. As gírias, vontades, desejos e até ideais. Mudar de tênis, de roupa, de fivela, de filosofia. Não importa o quê, mas é sempre bom mudar. Mesmice não é conseqüência do acaso, e sim da preguiça - e estou farta de ser preguiçosa.
Resolvi mudar! ÉÉÉÉÉ!!! M-U-D-A-R! Com todas as letras escritas.
E mudei... Desculpa pai. Desculpa mãe. Minhas mudaças foram drásticas e repentinas e sei que isso foi fatal. Porém, o que importa, é que eu mudei.
O mais difícil já foi feito. A aceitação virá com o tempo - e este pode até tardar, mas jamais falhará.

Curiosidade Astral

Leia apenas a parte vermelha. O resto é de extrema desnecessidade - não que a parte grifada tenha qualquer tipo de valor intelectual.
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De 07/02 (ontem) às 4h e 04/03 às 10h, o planeta Mercúrio estará transitando pela nona casa do seu mapa. Este é um momento favorável para você desenvolver uma melhor percepção das coisas de sua vida. É como se você "olhasse do alto" e visse sua vida numa perspectiva mais ampla. Normalmente, este é um período muito bom para ter insights intelectualmente eficientes a respeito das questões pessoais mais simples. Um problema que lhe parecia enorme no passado de repente passa a lhe parecer menor. É que você estará "vendo" as coisas de um nível mais amplo. Por conseguinte, você sentirá mais atração por bibliotecas, livrarias ou mesmo pela vida estudantil. A necessidade de aprender cresce nestes próximos dias.

Comentário à parte: Estranho, sempre achei que era atraída por bibliotecas, livrarias e companhia e sempre acreditei que fosse algo mais físico
- ocasionando, às vezes, uma repulsa biológica. E quanto a atração pela vida estudantil... bem, chegou em boa hora!

Observação à parte: deixo claríssimo que em nada acredito nessas coisas.

7 de fev. de 2008

Moeda de dois lados.

Sejamos francos um com o outro: por que me olhaste daquela maneira se em nada adiantaria? Somos dois dissimulados cortejando a mesma moeda. Eu, o lado da coroa. Tu, o lado da cara. No entanto, eu pedi pela cara e tu pediste pela coroa. Somos dois farçantes, caro amigo vigarista. Dois seres sem valores bons. Mas isso não importa, não é mesmo? Somos como a Spica. Dois seres que giram atrás um do outro e, ao mesmo tempo, fogem - e ainda assim aparentamos ser um.
Porém não somos.
Entendeste o ponto que levanto? Não é o mais alto, e sim o mais importante. Lutamos por ideais iguais enquanto ousamos em estratégias opostas.
Ah!, mas isso, no fim, não importa, não é mesmo?! Somos francos quando dizemos que somos farçantes. E só nisso.

6 de fev. de 2008

Trailer

E se, de repente, uma sucessão de visões impossíveis acontecesse com todo mundo?
- Algum problema, querido?
- Problema não. É só que hoje, no ministério, achei ter visto...
Pausa. Por que contaria?! Aquilo era simplesmente impossível.
- Eu achei de ter visto o Fred.
Os olhares pousaram sobre a figura ruiva mais velha presente - e, então, o de Harry e Ginny.
- Tem certeza que não se olhou no espelho?! - Tentou Ron.
Ninguém ousou rir. George não riu. Angelina não riu.

E se alguém brincou com a real realidade?
- Você viu aquilo, Ginny?! - Olhou desesperado pelos lados. - FALA, GINEVRA!!! VOCÊ VIU A MINHA MÃE ALI?!
Sentia as palpitações desesperadas dela nos pulsos cingidos pelos seus dedos. Lançava a esposa um olhar feroz, desentendido, insano.
- Não, Harry. - Uma lágrima brotou no canto dos olhos.

E se o que viveram não foi de verdade?
- Onde estou?
- No meu mundo. O real mundo.
- Isso é loucura!!! - Andou de um lado para o outro, nervoso. Passava as mãos pelos cabelos, rosto, pescoço. Estava aflito. Era tudo impossível!!!
- Loucura, caro Potter, é o que eu tive de aguentar para ter o que queria. E agora eu sei que você quer arrancar isso de mim. Só que há um porém.

E se existisse alguém que só quis manipular a vida?
- E por que quer mudar tudo agora?
- Porque ninguém merecia morrer.
- E por acaso cabe a você decidir isso?
- Nessa realidade sim.

E houvesse um meio de ter todos os queridos de volta?
- VOCÊ É UMA DEPRAVADA! COMO OUSOU BRINCAR DESTE JEITO COM VIDAS HUMANAS?????!
- Quem decidiu que eu deveria ficar orfã quando tudo o que mais queria era crescer ao lado de minha mãe?
- E simplesmente decidiu que queria vingar-se assim?
- Ah! Agora acredita no que falo.
- ERA PARA EU TER TIDO UMA VIDA FELIZ COM OS MEUS PAIS!!!!!!!
- Eis a prova mais que concreta que você prefere pôr as suas crenças em mim ao invés do que realmente aconteceu.
- Você disse que aquilo foi irreal.
- É. Eu disse.

E se tivesse a oportunidade de sair desse sonho?
- Eu o quê?!
- Você dar-me-á a sua razão, consciência, bom senso. Dar-me-á a sua vida astral e a sua aurea. Dar-me-á a vida de seus filhos, de seu afilhado, de seus sobrinhos. A felicidade que conseguiu, a felicidade de seus amigos, de seus parentes, de sua sociedade. A paz que tanto demorou para ter-se, a harmonia que o mundo obteve. Seu nome, sua glória, alegria, amor... Tudo o que a sociedade inteira conseguiu depois do grande feito. É simples, na verdade.
- Simples?
- É a lei da troca equivalente. Você - frize bem isso na sua cabeça, aliás. É você quem quer ter conhecimento do fatos verdadeiros. Deve-se trocar algo de valor equivalente - e é esse o valor da sua curiosidade.

Você teria coragem?
- Você é louca!
- Eu?! Até pode ser. Porque eu troquei tudo isso para poder manipular. Mas sou eu quem pergunta se você terá coragem de trocar tudo o que eu conqustei por algo que não há como manusear. Algo que simplesmente acontece. Porque a sua vida de agora, potter, só existe porque eu quis assim. E aí, aceita?

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Gente, vou começar a escrever uma fic num blog. Não sei se dará certo, e caso dê errado, eu deleto o blog. O link está ali ao lado.

Pérolas do Carnaval

Show do Exaltassamba.
- Aquele é o Tom Maya?
(o.O?)
- Olha... Ele morreu, mas já que voc--
- ELE MORREU?!??!?!??!
-
E faz um belo tempinho já.
- MAS EU O VI SEMANA PASSADA...
- Num show cover! ¬¬

Falando das cores da camiseta do Barcelona.
- ETA era um grupo guerrilheiro da região de Basco.
- Não! ETA é Estação de Tratamento de Água!
(¬¬' - minha)

Casal conhecido dando uns pegas calorosos.
- Hei! Hei! Hei! 20 cm de distância!
- Mas 20 cm não garante que eles não possam se encostar...
- COMO NÃO!?!?
- E se forem 20 cm pequenos...?
(minha)

Conversa quanto a saber sambar.
- Minha meta para 2009 é aprender a sambar.
- Eu sabia sambar...
-E como alguém desaprende a sambar?
- Quando aprende a sambar no meio do banho com o chão escorregadio.
(minha)

5 de fev. de 2008

05.02 - 6 dias de felicidade

11.02.08. O grande dia. E isso não o torna especial, esperado e tão menos importante.
Eis a data do meu primeiro dia de aula de 2008. Eis o dia que dará o primeiro ponta pé no meu traseiro para ansiar por férias só depois do fim de janeiro do ano que vem.
Deprimente, eu sei. - mas só até um certo ponto.
Deprimente porque sei que esse ano terei de me esforçar ao máximo para aprender - de verdade - física, química e matemática. E não só tirar notas para a prova a fim de passar de ano. Deprimente porque é último ano das minhas certezas de estar junto das pesoas que me acompanham em uma caminhada desde a 5ª série. Deprimente porque é o meu último ano como uma adolescente perdida no mundo do conhecimento, que busca a certeza de que está escolhendo o caminho certo e se encantará por aquilo que julga correto.
Deprimente porque, depois, não havera estudos para apenas passar de ano.
Ah!, estou tornando-me adulta, meu Deus!!!
Mas será legal. Será o ano em que eu vou lutar por aquilo que quero; lutar por uma vaga digna na Unicamp, USP e UFPR em novembro/dezembro. Lutar para ter um lugar em que eu possa orgulhar-me de cada hora gasta com estudos tão indesejáveis como os de química.
Ah!, eu vou-me formar!!! Participar de churrascos, festas, aulas, brincadeiras tolas, dançar valsa com o meu pai, entregar o diploma na mão dos meus pais, escrever estórias e dissertações, ler todos os livros que quiser, matar as aulas de redações para ficar a mercê na biblioteca... Tudo o que tanto esperei nesses anos todos.
Mentira, só espero isso a partir de agora.
Espero mais, na verdade. Espero o dia em que poderei ir até a auto-escola, o dia em que poderei dirigir sem papai ou mamãe no volante, o dia em que poderei olhar para a minha mãe e dizer "Sim, eu vou para Curitiba, você goste ou não"... o dia em que olhar para dentro de casa e ter certeza que á cumpri meu papel aqui.
Doe?! Um pouco. Não é fácil aceitar que a vida deve prosseguir longe daqueles que olharam por mim desde que ficaram sabendo que eu existia. Machuca um pouco, dá um aperto, mas é assim que o rio corre.
Apazigua?! Um pouco. Não é fácil pensar que terei de economizar dinheiro, ter controle dos meus gastos financeiros, do que devo comprar para comer, a que médico ir... Mas essa insegurança é tão boa!!!
Ah!, o dia 11 de fevereiro... que dia mais complicado.

1 de fev. de 2008

Como Santo no Papel.

1º - Eu não sei porque escrevi isso.
2º - Oneshot's não é bem o estilo que eu quero me consagrar.
3º - Um cordão umbilical faz diferença.
4º - Separação da mórula: dois seres, uma mesma alma.
5º - Porque doe, meu irmão - mesmo sabendo que não somos idênticos, de mesma idade, de mesmo sexo.
6º - Há um príncipe.
7º - Somos seres humanos. Todos - mesmo não pertecendo ao mesmo plano (tridimensional ou não).

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Mórula
"Mágoa.
Por ter ficado sem ele. Sozinho, nunca! Apenas sem ele. Por ter sido poupado da energia que o fazia mover-se sobre as pernas para intensificar a alma que se dobrou quando se formaram dois na barriga. Por ter ficado sem a sua outra metade; sem seu companheiro de quarto desde o dia em que eram uma única e mesma célula."

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Pequeno Príncipe

"O pedaço que faltava para completar sua vida. agora pertencia a ele, e sempre teria de sentí-lo pertencente a si.(...) Ela não teve tempo para pensar. Apenas para se perpetuar no coração de seu pequeno príncipe encantado."


31 de jan. de 2008

Rebeldia Weasley

Vick é feliz, Louis é feliz. E sabem o porquê? PORQUE AMBOS TÊM NOMES QUE CORRESPONDEM AO SEU SEXO!!!
Olhando-me do espelho, vejo meus cabelos lisos tão ruivos que chegam a um louro muito claro (ou seria tão louros que chegam a um ruivo?) caindo sobre minhas omoplatas. Vejo um nariz perfeitamente clássico, orelhas belamente proporcionais, brincos modernos pendurados no furo que cada uma tem e (que mamãe/papai não descubra) uma argolinha muito charmosa, na minha humilde opinião, no alto da minha orelha direita. Olhos meio azuis, meio verde - ainda não se ao certo! -, um corpo que papai e mamãe fizeram com muito carinho, atenção e potencial (apesar disso tudo ir contra a minha teoria no meu concebimento) e uma voz sonoramente feminina.
Concluo, após 15 anos de vivência, que sou uma garota.
UMA GAROTA COM O NOME DE DOMINIQUE!!!
Compreensível a minha rebeldia?!
Papai acha que a minha educação à francesa sofreu uma pequena distorção no processo de aprendizagem. Rá! Ele é desta idéia porque tem um nome que condiz as suas formas anatômicas.
Fiz algumas pesquisas e, pelo o que eu compreendi, a culpa não é exclusivamente de um, mas sim dos dois!!! Ou seja, alguém ali daquele casal sugeriu o nome e o outro acatou com um belo sorriso seguido de um beijo apaixonado. O único problema é que eles foram egoístas o bastante para não pensar nos danos que essa "brincadeirinha" traria para o futuro neném (eu, no caso).
Acho que no dia - ou noite - em que eu fui concebida, os dois estavam em Las Vegas, chapados para caramba, apostando até as últimas calças, foram para um motel, tiveram o auge da perversão deles e PUF! Eis que metade da genética do papai, vencendo todas as barreiras CONTRA isso, chega até a metade da genética da mamãe e unem-se, dando origem a primeira célula de meu corpo. Só que, na cabecinha adejada daquelas duas criatras, X+X não é menininha!!!!
A escolha do nome deu-se por um sorteio em família. Fizeram apostas e tudo mais - e eu tô quase crente que escapei de levar o nome da vencedor da liga dos campeões de quadribol daquele ano! (Sorte que tio Ron não ganhou o sorteio).
Acho que já deu para perceber que sou uma garota (muito bonita!!!) com nome de macho, né?!

30 de jan. de 2008

Teoria da Relatividade - 2ª Parte.

Segunda-feira, 14 de janeiro.
Dez e cinqüênta e sete da manhã. Melhor que no dia anterior, pelo menos. Liga a tv e assisti aos programas enquanto se alonga. Estica a perna esquerda, a direita, as duas e tenta (inutilmente) abrir as duas pernas em um ângulo de 180º. Por quê? Diversão.
Toma banho, escova os dentes, troca de roupa e pronto. Olhos não estão inchados. Talvez seja porque ontem eu desmaiei às dez. Entra no carro, coloca o rádio e chega no local combinado.
Todos já dentro da van e eis que surge a mesma conversa de sempre: possíveis questões de vestibular. História? Fácil. Química... hum, relativamente fácil. No dvd portátil, o som de Roupa Nova. Chega na cidade vizinha e aprecia, da janela com insulfilm, as quadras vazias de basquete e tênis no clube privado. Comprimi a vontade de mandar o motorista parar o veículo.
No local das provas, senta em uma das mesas do refeitório e estrala os dedos. Hora de jogar truco. Duplas decididas e cartas entregues, a emoção começa. Não conta os pontos - sempre se perde depois da segunda rodada. A adversária do lado direito grita seis sonoramente. Todos do refeitório devolvem, em uníssono, um pronunciável nove.
Truco desistido. Seis a... bem, esqueça.
Bate o segundo sinal. Recolhe as coisas e dirige-se a sua sala. Olha em volta e descobre que, mais uma vez, o único relógio que poderia ser visto daquela cadeira é o do suposto concorrente sentado, na mesma linha que a sua, do lado direito. E o filho-da-mãe veio sem o marcador de tempo de novo. Para completar, a garota a sua frente está com a parte traseira à mostra mais uma vez. Pensa em acusá-la de desviar atenção dos demais - e ri da cena que se formaria.
O fiscal entra e entrega as provas. Usa a régua desta vez e nenhuma folha foi assassinada.
Questões de história primeiro, pois seria de extrema frustração começar por química. Rapidamente preenche o caderno das doze questões de humana e descobre que lhe restam exatas duas horas e meia para fazer a parte de exatas. Ri. O tempo que lhe sobra é um exageiro.
(Comentários da prova de química serão anulados por constrangimento pessoal).
Para sair com a prova deve aguentar mais quarenta minutos sem fazer nada na sala. A única questão em branco faz cócegas aos olhos. Pega a lapiseira e desenha um químico explodindo uma poção qualquer. Pelo menos o cara que corrigir isso ou vai me xingar ou vai rir de mim. De qualquer modo, nenhuma das duas opções surtirão qualquer tipo de efeito deprimente.
Desenha mais no catálogo de perguntas e, passados os quarentas minutos, chama o fiscal. Ele recolhe o caderno de respostas e aquiesce a saída.
Joga tudo de qualquer jeito dentro da mochila e sae. De novo é a primeira a retirar-se.
Observa os amigos saírem aos poucos.
- E aí? - Pergunta a amiga que também está ali como treineiro.
- Interessante.
- Não consegui fazer umas quatro de história.
- Hum. Eu não fiz uma de química.
- Gostei da prova de química. Achei super bem trabalhada. E você?
- Gostei da prova de história. Achei muito bem trabalhada.
A amiga ri - ela não.
Todos os amigos encontram-se e dirigem-se ao local da van. Todos entram no automóvel.
- Alguém está sentindo falta de alguém? - Pergunta o motorista.
- Não! - Respondem todos em uníssono. Mentira. Falta um, e ninguém deu falta dele.
O fulano é um baixinho e eis que surge um comentário engraçado:
- Ele deve estar pulando aí fora e a gente não está vendo.
Eis que surge o motivo para rirem o resto da viagem.
Encontrado o garoto, partem ao som de um dvd horrível.
- Meu neurônios vão cometer suicídio!!! - Grita a amiga ao seu lado, horrorizada com a "música".
- Não. - Comenta, calma. - Antes eles estavam tentando cometer suicídio. Agora é homicídio.
Eis que surge o segundo motivo de risada do dia.
p.s: A mesma observação final prevalece, só que com um pequeno agravante: todos contêm um exemplar de um livrinho fino com as respostas do dia anterior.

Profile do Orkut

Motivo: interessante - julgo eu.

Não se sabe em qual freqüência vive o homem para querer mudar-se tão constantemente...

Sempre acreditei na capacidade inépta do ser humano em buscar novos horizontes. Mas ele é um besta e não percebe que só há um horizonte e que a busca será eterna, porque não há como alcançá-lo. Fazer o quê.
[ interprete como queira ]

Propaganda


A doce menina que aflorou e temeu por dias a fio sempre cresce.
Ele sabia disso, mas quando a teve, imersa em suas lembranças e em sua escrita, ela não passava de uma doce e inocente criança.
Doce.
Criança.
Inocente.
Deliciosamente cativante.
____________________________________________________________________
Agradecendo, sempre, Morgana Onirica e, agora, mais que nunca, também, Angelina M.

28 de jan. de 2008

Revelação

Ok! Eu me rendo! Meu nome não é Noah Black, não sou uma escritora bem-sucedida, não possuo a maior nota de redação da turma, meu professor diz gostar do que escrevo, mas teima em não me beneficiar por causa disso. A minha tara por livros é compulsória e totalmente inexplicada - uma vez que, ao vasculhar meu passado, não encontro o ponto de partida para tal ato. Minha preguiça em lê-los supera a minha vontade de. Meus princípios e ideais são tão fracassados quanto as minhas notas em química e minha abominação por ignorancia não supera meu desgosto para com exatas. (E isso é incrível).
Chamo-me Bruna, uma sonhadora realista que deseja ir para Curituba a fim de estudar na federal do Paraná. Ama literatura, mas sonha há dois anos com o curso de filosofia. Sabe que esse rumo não é certo e tão menos lucrativo, e várias vezes já pensou em abandonar o lado humanista para o biológico. Afinal, educação física deve ser o máximo. Mas, em outros raros momentos, já se imaginou sendo uma empresária de grande sucesso, uma atriz de fama internacional ou uma escritora impecável.
Tudo sonho.
Eu, Bruna, idolatro meu pai, adoro (de venerar) minha mãe e não compreendo meu irmão. Prezo a união da minha família inteira e bem sei que isso se extinguirá em um futuro próximo. Sei que a época de fazer do meu irmão alguém mais próximo já escapou pelo tempo; hoje, ele é apenas um estranho um pouco menos desconhecido.
Minha mãe é a base que eu não consigo me imaginar sem. Sei que ela é a única pessoa que realmente me conhece e eu não preciso fazer pose perto dela. Não sei se é resultado do entrelaçamento do cordão umbilical que me ligava a ela antes de eu ter uma forma humana passível de ser tocada, mas ela sabe todas as minhas falhas como pessoa. E isso é muito bom.
Meu pai é o meu herói. Invejo-o ao mesmo tempo que o idolatro. Ele acredita que sou alguém sem grandes defeitos, mas minha mãe bem sabe que meus defeitos são os piores. Sei que ele tem uma falsa imagem da caçulinha dele, e tento consertar isso. No entanto, não sei se estou pronta para destruir essa ilusão paterna para que ele possa descobrir que possui um demônio passivo em casa.
Essa sou eu. Eu disse que não era a Noah. A Noah é alguém que, toda vez que fecha os olhos para dormir, imagina cenas e mais cenas e, então, desiste de dormir. Levanta rapidamente e corre para furtar, por breves minutos, o caderninho cor-de-rosa da Bruna.
A Noah é a verdadeira culpada do caderninho estar acabando.
Ela é esperta e inteligente, tem milhares de idéias para fic de Harry Potter e os demais. Ela sim merece algum tipo de reconhecimento. Não eu, a Bruna. Porque eu, Bruna, não sou uma pessoa muito boa. Não, não sou. Já idealizei um enredo para uma história narrada em primeira pessoa em que o narrador-personagem conta de como enlouqueceu por pura inveja.
Não o escrevi. Achei auto-biográfico demais.
Entretanto, já escrevi A Menina que Queria Voar. Não é muito bom, mas o enredo é interessante. Uma menina que foi posta em um sanatório devido à (vã) tentativa de pular da sacada de seu quarto. Lá dentro, ela mostra sua lucidez de forma insana - ou seria o contrário? -, e conta os seus sonhos, medos e receios. O Final é o que eu esperava, mas achei meloso demais. Quem sabe, algum dia, possa torná-lo um livro.

A Menina que Queria Voar
por Bruna Vollet.
Com direito a pronúncia correta do sobrenome francês: Vollê.
Bem, ninguém nunca me disse que eu não poderia sonhar alto o bastante. As quedas dos sonhos são as mais doloridas, mas também são as mais prazerosas porque não há nenhuma lei física agindo sobre elas.
Droga, acabei de pôr em palavras que não sou a Noah...

Arrumar cama: uma arte para grande parcela da população.

Os olhos castanhos escuros correram pelo pedaço de pano no chão. Segurou duas extremidades e estendeu à frente. Ok, pegou as pontas certas - provando que o pano era um retângulo perfeito. Pôs-se de frente para a cama chacoalhou o pano no alto, vendo-o deslizar e cobrir toda a extensão da cama.
Perfeito como deveria sempre ser.
Mas não tão rápido assim. A colcha ficou torta sobre a cama, a linha reta dela está torta, parecendo mais uma caminho de rato que uma reta. Cerrou os olhos em desagrado. Por que a colcha simplesmente não podia deslizar linda e perfeita sobre o colchão?! Segurou o lado curto mais uma vez e estendeu. Lindo, a linha estava reta - diagonalmente. Decidiu que seria melhor arrumá-la sem a tirar da cama. Deitou-se sobre a colcha florida e fez a linha reta ficar reta retamente.
Ótimo.
Não, espere! Não está centralizado. O pedaço de pano que escorreu pela esquerda da cama era muito maior que aquele que escapava do lado direito! Afastou a cama da parede e puxou a colcha e, mais uma vez, a reta não ficou reta. Andou até o pé da cama e puxou o pano. Droga, ficou aparecendo parte do colchão lá na cabeceira.
Em passos rápidos, contornou a cama e puxou a colcha. Examinou o trabalho com receio - e estava certa. A colcha não estava lisa. Deslizou as mãos pelo pano fofo, ajeitando cada dobrinha ou morrinho formado e... a marca de sua mão fez outros morrinhos e amassados.
Foi até o pé de cama em passos enraivecidos. Puxou mais uma vez a colcha para cima e observou, de dedos cruzados, que, desta vez, tudo ficasse perfeito.
No entanto, nada é perfeito. Lá em cima, a ponta dobrou. Longas passadas até lá e ajeitou o pedacinho, mas nada é tão simples assim. A linha reta ganhou ondulações e estava na diagonal, parecendo um caminho de rato. O tecido ficou todo engrunhado e ondulado, com marcas. Além do lado direito ter transformado-se em um acúmulo de pano, tem mais cocha perto da cabeceira que no pé. O lado esquerda estava quase sem colcha, uma flor parecia ter sido feita em alto relevo e, ainda, a mãe adentrou ao quarto, jogando três amofadas e um travesseiro exatamente no meio da cama.
Respirou fundo e, pisando firme e apertando os dedos entre as mãos, foi até a extremidade da cama. Segurou firme as pontas da colcha e puxou-a, levando o tecido florido para a sala, onde adormeceu pelo resto do dia.
Perfeccionistas não deviam arrumar a cama.

Libra - o signo equilibrado e desrregulado


Librianos são seres conhecidos pelo demasiado relax constante e pelo perfeccionismo. Alguns classificam tais características como grandes virtudes capazes de sempre aproximar e unir pessoas, apaziguar conflitos e amenizar atritos. Entretanto, a grande maioria - com exclusão aos próprios exemplos dessa raça - acredita arduamente e sem grandes chances de mudar de opinião que librianos não possuem calos ou feridas a serem cutucadas.
Apenas um pequeno ledo engano mortal.
Ao contrário da massa, librianos são seres capazes de guardar rancor, mas tanto rancor, e jamais deixarão que esse sentimento transpareça ou afete suas relações. Em outras palavras, são seres capazes de serem artística e belamente cínicos. Defeito ou virtude, eis algo que realmente valha a pena estudar no seleto grupo de pessoas que nasceram entre 23 de setembro e 22 de outubro.
Cinismo está longe de ser algo ruim ou bom, pois, como já foi afirmado e não há como contrariar, tudo é relativo. E, no final, isso é apenas resultado da tranqüilidade e do perfeccionismo.
Ao desejar que tudo esteja dentro dos exigentes padrões estéticos, aquilo que simplesmente não estiver irá perturbar a pessoa por dias e mais dias. Perturbar ainda não é a palavra correta, mas, sim, infernizar. A imagem dos erros e da falta de simetria se repetirão de tal forma que algo descomunalmente caustico nascerá no ímpeto de um libriano, e, assim, a invariável pergunta por que eu não arrumei aquilo?! ecoar-se-á até surgir outra imperfeição.
Librianos não suportam imperfeições e isso nada mais é que causa direta e reta da tranqüilidade, uma vez que pressa para realizações de tarefas não é algo que está imposto em seu cotidiano. O tempo decorrido no espaço é visto como espaço para realização, podendo usufruir de qualquer quantidade daquele para ter-se um trabalho belamente feito, dentro das necessidades.
Por tanto, um libriano está longe de ser apenas um signo que emana equilíbrio e justiça. Mas sim um signo capaz de instigar ironicamente a atenção alheia, mesmo que seus traços serenos, sorrisos sinceros ou a toas, seus gestos precisos e sua fala mansa levem os olhares furtivos (ou não) a um pequeno e ledo engano.
O cinismo, além de uma das correntes filosóficas nascidas da antiga Grécia, é, de certa forma, uma arte exercida por poucos e ainda assim muitos. Todavia, apenas alguns são capazes de utilizá-la de forma natural e medonha, camuflando-a inconscientemente e exercendo uma força atrativa, e transformá-la em detalhe ínfimo diante de uma personalidade muito mais interessante que aquela descrita no começo do texto.
Librianos são duas balanças em perfeito estado harmônico e, ainda, em perfeito estado de contraposições. Enquanto uma sempre puder subir, a outra necessariamente terá de descer. É fato - mesmo que tudo tenda ao equilíbrio.

Obs: A autora não acredita em tal interferência. Apenas constou alguns fatos curiosos.

21 de jan. de 2008

Dormir Jamais


Segunda-feira, 2:17 da madrugada. Uma pessoa está acordada, à frente do pc, vendo e analisando possíveis textos a serem lidos. (Ler textos na ociosidade não tem um efeito muito bom - pode ocasionar milhares de idéias e todas serem descartadas). Decide já ser uma boa hora para dormir, afinal, colocou o celular modelo T (melhor tê que não tê) para despertar às 6 da manhã.
Levanta em direção ao interruptor, liga o ventilador no máximo e apaga a luz. Temendo acalçar a cama primeiro com as canelas em vez das mãos, caminha em passos curtos e cegos até o colchão, estendo uma mão para baixo e outra na altua dos ombros - o quarto possuí muitas estantes e objetos pontudos e retos que podem culminar em hematomas e galos. Encontra a cama e enfia-se debaixo do edredon.
Frio no calor não é algo que possa ser descartado.
Descansa a cabeça sobre as almofadas que roubou da sala - irmão furtou o seu traveseiro por uma semana. E descansar a cabeça não é algo agradável após ter lido algumas histórias. Em outras palavras,
descansar a cabeça resultou em 3 novas ideías para fic, sendo 2 comédias e uma slash/drama.
___________________________________________________________________________


Agora só tenho idéias para 16 fics, terminar 'Sala de Espera' e 'Corpo de Pura Luxúria' e dar algum rumo descente para 'Entre Pierrot e Colombina'.
NUNCA MAIS VOU DORMIR!!!

19 de jan. de 2008

Alergia

- Atchim!!!
- Ah, Merlim. Você é alergica a isso também?!
- Sirius. Eu sou alérgica a tudo que é para dar alergia, ao que não é para dar alergia e aos anti-alérgicos que são para barrar a alergia! Por que você não poderia ter me dado um livro ou até mesmo um panfleto publicitário?!
- Flores é romântico, oras.
- Romantismo que vai me deixar inchada, com o nariz enorme e vermelho, os olhos lacrimejantes e que vai causar uma sucessiva sessão de espirros pelos próximos dez dias!!! *olhar mortal*

Felicitações Estranhas

Parabéns, Fulana, e que a realização do seus sonhos sejam possiveis enquanto forem realmente sonhos preciosos e distantes de uma terra sem grandes fins devido aos ventos que não sopram por muito tempo. O medo deles em nada alteram o desejo, mas sim as possibilidades.

Eu estava escrevendo isso em um scrap de felicitações anuais. Ai essa cabecinha que às vezes acha que todo tipo de palavra combina...

Teoria da Relatividade - 1ª Parte.

Domingo, 13 de janeiro.
Oito e meia e já se fazia de pé. Pergunta da manhã: por quê. A resposta não veio. Não está aflita, afoita ou ansiosa. Nada disso para quem iria fazer duas provas de vestibular. Mas não é para valer mesmo, pensava e, no momento, agradece a amiga por avisá-la que as provas serião já naquela semana.
Assite tv, sem muito se importar com o que vê. Outras coisas vagueiam pela cabeça. Português é só interpretação e biologia é uma questão de lembrar das coisas certas na hora certa - nunca depois, como sempre acontecia após entregar uma prova. Desliga o aparelho eletrônico, vai ao banheiro, toma banho e olha-se no espelho. Cara inchada, olhos quase cerrados. Sono Muito sono.
Quinze para o meio-dia. Entra no carro, vai para o ponto de encontro.
Várias pessoas (15, na verdade) e só duas não têm compromissos sérios. Na viagem, músicas antigas remixadas. Uma beleza - irônica. Desce da van, senta-se numa mureta e joga truco. Essa é a preparação pré-vestibular.
Bate o sinal e começa a dirigir-se à sala sem preocupação. Procura o lugar, senta, pega lápis, caneta, régua, RG, água e chocolate. Recebe a prova e desgraça o irmão pelo conselho de cortar as folhas com o RG. Última página com um rasgo de uma ponta a outra.
Prova de português é exatamente o que era esperado. Escreve e o que acha que não sabe, escreve também. Pontinhos sempre são válidos. A garota da frente é um medidor de concentração. Cofre à vista. Tenta não olhar, mas é como se fosse cargas negativas contra as positivas.
Não bom.
Prova de biologia. Sem comentários para não deprimir a vestibulanda.
Termina tudo antes do horário de poder sair com a prova. Olha para os lados, mas nenhum dos pseudo-concorrentes têm relógio visível. O que fazer agora? Olha o lápis, olha aquele monte de espaço em branco... Põe-se a desenhar. Cansa de esperar. Levanta a mão e o fiscal vem até a mesa. Entrega o caderno de respostas e a prova com o a última folha rasgada. Arruma as coisas e sae da sala.
Senta na mesma mureta de antes e observa um amigo aproximar-se.
- E aí, como você foi?
- Bem, não é à toa que eu tirei 1 de 8 pontos na primeira fase em biologia.
Minutos depois, a amiga junta-se a eles.
- E aí?
- Meu Deus do céu. Nunca avacalhei tanto numa prova.
Não acredita. A amiga nunca avacalha em nada.
Todos reunem-se e caminham, falantes, até a van.
Observação final: todos dizem que não querem comentar sobre a prova, mas passaram os próximos sessenta minutos falando dela.

16 de jan. de 2008

Sakura


Tem uma flor
que se chama Sakura,
que cura
dores
e apura
amores.

~O.O~

Os cabelos esvoaçavam, presos, no alto da cabeça, revelando o ritmo sensitivo que o vento trazia consigo. Os olhos, tão verdes e aquados, isentos de qualquer emoção mais apurada, apenas observavam o andar de um nada há no chão. E havia um pequeno galho de cerejeira, a mesma que trazia consigo marcas de crenças saudáveis, sem nunca deixar uma mente se perder numa ilusão.
"
Seremos dois até o fim", sussurava-se em sua cabeça, exatamente com o mesmo tom grave que a garganta tinha em dias frios como aquele.
Apertou o galho entre os dedos e sentiu as flores desfazerem-se. Soltou-o e olhou a mão: levemente tingida de rosa.
"Nunca haverá um fim". Foi a sua vez de sussurrar, mesmo que os olhos a se encarar estivessem cessados, enterrados e escondidos daquela realidade.

6 de jan. de 2008

Desinteresse.

À tarde, antes do Sol se pôr, os olhos brilham. Não por quê estão fascinados ou admirados, mas, sim, marejados. As angústias asendem aos olhos. Não à boca, aos gestos, à cabeça. Sempre aos olhos, fazendo-os brilhar e intensificar a cor. Cintilantes, antes do Sol se pôr.
Aos olhos de uma menina, nada mais que falhas corriqueiras, insistentes, sucessivas - enfim, seguidas de várias palavras com o memso sinônimo. Aos olhos maiores, preocupação sem motivo. E sabe de uma coisa? Isso é o que mais faz os olhos brilharem...

4 de jan. de 2008

Rendi-me!

É... acho que, no fim, venceram-se os adversários.
Para melhor compreensão disso, apenas explicito que estou de férias e que nada tenho feito senão assistir à televisão, comer, dormir e fingir correr. Pior, eu não assisto às novelas, aos filmes, noticiários e blá-blá-blá. Assistos aos mangás - e isso está causando um revolução na minha vida.
Assisto a todos que apareçam e agradam ao meu senso (só não sei qual ainda!). O culpado de tudo isso? Get Backers. Vi um vez, quase já no filnalzinho do episódio, e pronto, meu mundinho perfeito foi desmoronado.
Aí não teve como segurar. Vieram os Dear Boys, Hungry Heart, Mythical Sleuth Loki, Saikano, HunterxHunter e The Prince of Tennis. Pior!!! TODOS ESSES MANGÁS SÃO SOBRE GAROTOS (com excessão a dois) JOGANDO ALGUMA COISA OU CONVIVENDO PARTICULARMENTE COM GAROTOS. E, desde Harry Potter, o meu fanatismo passa um pouco dos limites padronizados. Resultado? Comecei a procurar fics para ler e pior!!!!! 99,9% das fics são slash.
E eu, que antes relutava em aceitar Sirius e Remus, hoje acabo de concluir a minha primeira shortfic com o par.


P.s.: Autora adorada de Sirius/Remus, Kazuki/Jubbei, Bam/Ginji, Fuji/Tezuka, Eiji/Oishi, Ryoma/Fuji, Aikawa/Fujiwara.

3 de jan. de 2008

Jogo de Basquete - dream team

Respira. Abaixa, posiciona, fita. Olhos nos Olhos. O que vai ser? Eu ou você?! Pula, encosta. Você. Voa, longe, segura, bate. Bata e bate. E bate. Olha, concentra, procura. Agora ou depois? Depois. Passa, corre, observa. Curva. Parábola. Ponto. Pega, procura, passa. Bate, bate, bate... gira, quase perde. Segura. Agora ou depois?! Agora. Deveria ter sido depois. Corre, salta, segura e... Acorda!

29 de dez. de 2007

Prince of Tennis

"O que foi aquilo, Nyoko-chan?"
"Aquilo exatamente o quê?" a morena ergueu uma sobranceha expressiva e encarou a amiga sem entender nada. "Minha capacidade mental anda me deixando na mão ultimamente, então, eu não posso mais adivinhar o que as pessoas pensam."
"Não me venha com essas suas tiradinhas sarcásticas agora, Nyoko." ralhou Natsumi, segurando-se ao máximo para maneter sob controle sua curiosidade. "Eu vi perfeitamente quando o Tezuka-buchou veio falar com você--".
Nyoko passava os olhos pelo livro aberto sobre a mesa do refeitório. De duas, uma: ou ela fingia não escutar a amiga, ou era sádica ao ponto de deliciar-se com a caústica curiosidade da amiga, que já estava sendo demonstrada à flor da pele. "OLHA PARA MIM, AKANO!!!"
"Ahn?! Ah, sim... é, ele veio." A voz de Nyoko soara neutra demais para confirmar que o grande amor de sua vida acabara de lhe dirigir a palavra.
"É por isso que você não consegue escrever romances, sabia?"
"Estranho esse seu coemntário desconexo à conversa, Natsumi-chan, porque, conceitando todas as minhas habilidades tanto física como mental, tudo se volta para o breve fim de eu querer ser uma antropóloga, e não uma frutrada escritora romancista do século XVII".
"É por isso que eu acho que você e o Tezuka combinam, sabia?!", ironizou Natsumi, mordendo o lanche sem cerimônia alguma.
"Antroplogicamente falando?!" A amiga bem notou a falta de perspicácia de Nyoko quanto ao que acabara de dizer.
"Só no
falando mesmo. Mas, então, o que ele falou com você?!" Ela segurou o braço da amiga e arregalou os olhos em demonstração clara da curiosidade - sendo completada pelo largo sorriso exagerado.
"Você sabe como é, Tsumi! As coisas acontecem tão depressa e de uma forma tão avassaladora a ponto de quase ser irreal que eu já nem sei mais se serei capaz de pôr tudo em ordem cronológico. Foi tão inesperado de minha parte que só me lembro dele vindo e depois indo."
As expressões facaiais de Natsumi não duraram muito. "Vocês não conversaram, não é mesmo?!" perguntou, em total desânimo.
"Teoricamente, sim."
"Adoraria ouvir como 'que alguém pode conversar com um outro alguém
teoricamente! por favor, Nyoko-chan, explique-me esse conceito, porque me falta tal conhecimento."
"Você pode até achar que não, Natsumi-chan, mas sua ironia é quase tão péssima qunto as suas notas em biologia."
"O QUÊ?!"
"Então, ele veio, me olhu e quando ia me dizer alguma coisa, alguém o chamou e ele me disse 'eu já volto' e foi embora. Como eu não respondi nada em troca, foi teroicamente uma conversa."
"Eu ñao acredito nisso... esse tipo de coisas acontece quando estamos no semáfoto e pegamos um panfleto, ou numa loja e dispensamos o atendende. Não quando estamos prestes a ter a conevrsa mais importante com o cara que você gosta!!!!" Gritou Natsumi, pondo-se de pé e quase encostando sua testa na de Nyoko.
"Hmm... isso é interessante, sabe?!" A postura brava e compreensível em relação à situação de Natsumi fora desmanchada com aquele sorriso tipicamente debochoso da amiga.
"Que diabos é interessante? O fato de você perdê-lo para um homem?"
"Não. O fato de suas cordas vocais conseguirem produzir ondas tão longas que agora podem até terem alcançado os ouvidos não só do Tezuka, mas de todo e qualquer corpo dicente presente na escola
inteira
!"
Odiava a mania sádica da amiga.

23 de dez. de 2007

FREEDON
while you may run so far without any tiredness.
WEAKNESS
while you may fall down on a bad and sleep well.
COURAGE
while you may look inside your on eyes.
SMILES
while you may do it by your own.
PACIENCE
while you may think about your own acts.
LOVE
while you may be a simple human being.


Happy Christmas and a Prosperous 2008
"And I still haven't found what I've been looking for"


18 de dez. de 2007

Uma Saudade


Ontem, eu joguei basquete.
Hoje, espero por voltar a jogá-lo.
Amanhã, talvez arremesse uma bola numa cesta
e pare de achar que não gosto disso.
Ontem, eu conseguia completar-me em uma quadra;
deixando todo suor escorrer por mim,
banhando-me de qualquer preocupação,
de qualquer situação.
Eram apenas eu e a bola,
uma cesta mais à frente.
Uma multidão para enganar.
O que sou hoje?!
Uma saudade comprimida em um espaço limitado
- meu coração -
um espaço sem fim para uma paixão.
Paixão a uma arte que joguei,
que, um dia, neguei.
Saudade de jogar basquete
- com uma bola na mão
e emoção.

Afobação Asfixiada


Explique, sucintamente, qual a sensação de uma alegria repentina, momentânea e singular.
Descrever tal emoção é o mesmo que pedir para escrever sobre o que se sente pelos pais. A sensação, como já diz o enunciado, é singular e, ainda, única. Tal condição só é possível para um coração livre de qualquer impulso nervoso psicológico, e de um cabeça isenta de egocentrismo e egoísmo. E a qual ser humano está disposta essas condições?! Nenhum, dizem por aí.
A alegria é algo mutuamente particular. De você para você. De sua mente para o seu coração. Versão e inversão. Só é possível sentí-la se estiver livre de qualquer receio, ou seja, arrependimento. Em palavras mais abrangente e capacitadas de qualquer compreendimento, deve-se estar tranquilo consigo mesmo.
Interpretação de alegria é o mesmo que pedir para interpretar vida. Fácil, complexo ou indescritivelmente ilmitado?

p.s.: Sim, é a garotinha que ilustrou "uma Outra Menininha"

17 de dez. de 2007

Desinteresse.

Tais pontos são ditados como vitalidade para um homem. Quais? Desconhece-se. Cada qual uma particularidade - e houve o dia e que tive uma. Uma única idéia - franca - de, um, dia, tudo poder para acabar com um ideal bem planejado. E qual as chances de tornar o que se quer priores diante de tantos fazeres desgostosos e necessários? Poucas. Raras. Nulas. Não; ainda não. Há as poucas e as raras, porém, há. Hão. São.

8 de dez. de 2007

ESTÁ CONFIRMADO!!!

Hoje recebi as minhas redações do bimestre e adivinhe?!??!?!?! Sim, dois professores divergem em seus métodos de avaliação.

Uma colega minha pediu minha redação para copiar e, como estamos em salas diferentes, eu permite o ato.
Resultado final para a mesma redação: Colega = 9,5 e Bruna = 7,0. \o/\o/\o/!!!

E viva a ousadia estudantil - e morte ao professor que só me deu 10 num poema porque eu reclamei da alta diferença de notas entre ele e a outra professora.

6 de dez. de 2007

Francine

Estive procurando, nos últimos dias, por uma imagem que fizesse reacender em mim a vontade de continuar "Entre Pierrot e Colombina". Essas são as imagens. Já deixo avisado aqui que não é certo um beijo real entre a francesa e o Sr. Black - eu só achei a imagem bonitinha ^^

*Spoiler!*
Possível beijo entre Sirius e a Francesa.



Francine e alguém na praia (decidindo ainda ^^)

É... Eu sei que essa tem olhos verdes, mas nada que não possa ser corrigido.


3 de dez. de 2007

Agora eu sou!!!


Which main-ish Get Backers character are you?





Mido Ban
As half of the Get Backers, you've got more than enough ego to cover for Ginji- but between the Snake Bite and your Evil Eye, you account for most of it. Sure, you may have crazy anime hair and happen to be a bit of a spendthrift- but so what? You've always got Ginji (or Shido) to fall back on...
Take this quiz!

Decepção Momentânea


Which main-ish Get Backers character are you?





Kakei Jubei
Kadsuki may be the only one who pays attention to you (RanKen fans excluded), but I swear it's not because you have no sense of humor. Your devotion is admirable, but you've still got some learning to do if you're taking tips from Emishi. Stop trying to be who you're not and chill for a while... please.
Take this quiz!



Eu queria tanto que desse o Bam Midou...

2 de dez. de 2007

Letras

contraste da vez:
- sono e estudo

Ai, ai, ai, ai.

-_-_-_-_-_-_-_

Disposição de letras em conjuntos separados que não permitem permutações. Cada qual com o seu sentido singular, com alguns parecidos - mas com divergentes interpretações. São únicas, em seus lugares, sem menosprezar a matemática.