6 de jun. de 2008

Único Fio.

Os traços.
O que um tinha, o outro possuia. O que um não tinha, o outro também não queria. Não havia necessidade - eram um enquanto pudessem ser dois. Existia certa harmonia em suas desavenças, um fio invisível que eles juravam ser indestrutível.
Mas não o fora.
Sirius via em Regulus a oportunidade de implantar em alguém sua semente da confiança - e entender o que afinal significava o que a mãe tanto queria dizer com ele é seu irmão, Sirius. Talvez até soubesse, mas era-lhe mais viável ter certeza que era aquilo. Afinal, o menor o olhava debaixo e com os olhos arregalados e a surpresa nos lábios.
Eles eram complemento. Eram os traços um do outro, o outro do um. Grande e pequeno, juntos, orgulhando-se e sorrindo-se.
Um para o outro.
Mas o fio não foi indestritível - a partiu-se quando todo o cristal tradicional espatifou em suas concepções.
Todo o brilho dos olhos do pequeno Regulus comprimiu-se na culpa. A culpa de ter entendido o irmão. A culpa de não poder preencher o lugar de Sirius e tentar fazer corretor os atos dele.
Regulus tentou ser Sirius para si mesmo.

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